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Agrícolas

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FRAMBOESAS

As culturas da Framboesa têm-se perfilado como dos melhores investimentos agrícolas. Exigem muita mão de obra mas permitem obter rendimentos financeiros muito elevados, principalmente apostando na produção fora de época. Adapta-se a todas as regiões do país exigindo, geralmente, a cultura em estufa, para uma melhor sanidade da fruta. Permite começar a produção, embora modesta, no próprio ano de plantação, no entanto, exige, geralmente, investimentos mais elevados do que outras culturas, desde logo pela maior densidade de plantas e necessidade de criação de uma estrutura de suporte.

 

 

mirtilos 

MIRTILOS

O mirtilo é um produto que possui um conjunto alargado de aplicações no contexto agroalimentar. É um fruto silvestre excecional, colhido na natureza pelo homem desde há séculos. As bagas de mirtilo são ricas em substâncias com um grande poder antioxidante, o que faz deste fruto o “fruto da longevidade”, mostrando-se eficaz na prevenção contra doenças degenerativas, doenças cancerígenas, estados inflamatórios e também no tratamento de alterações da visão, problemas linfáticos e no fortalecimento dos vasos capilares. Devido a todos este benefícios para a saúde, existe uma crescente procura, embora a sua produção ainda se encontre atualmente bastante localizada, existindo poucos locais de apoio/escoamento da produção. Trata-se de uma baga um pouco frágil, de colheita manual e relativamente morosa, no entanto, a planta possui alguma rusticidade (o arbusto em si) e o fruto é vendido a um preço elevado, especialmente se acondicionado e destinado ao mercado internacional. Torna-se uma cultura agrícola a ponderar, se possuir terrenos marginais e de reduzida dimensão.

 

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BAGAS BOJI

As bagas Goji são pequenos frutos de cor avermelhada, originalmente descobertos e consumidos no Tibete. São usadas há vários anos em zonas da Ásia tanto na culinária como na medicina (medicina chinesa). São frutos únicos pelo seu alto teor em aminoácidos, tendo também uma alta concentração de proteína, superior a qualquer outro fruto. Contém muita vitamina C, fibra e minerais, ferro, assim como cálcio, zinco, selénio, entre outros. Por estes motivos é considerada cada vez mais um superalimento. São muitas vezes consumidas em cru (secas), mas também em chá ou em extracto. Além da baga em si, a folha da planta de Goji, tem também um alto valor comercial pela sua utilização em chás, sopas e saladas. Este fruto é hoje extensamente produzido na China, e exportado (seco) para todo o mundo, no entanto um recente aumento da sua procura tem vindo a aumentar as plantações em todo o mundo. Existem algumas plantações de bagas Goji em Portugal, nomeadamente na zona de Pegões, no entanto encontram-se numa fase inicial, e pouco desenvolvidas, pois a falta de informação disponível sobre esta cultura, obriga a uma série de experiências, e por consequência erros.

 

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FIGOS DA ÍNDIA

Esta planta tem um potencial de aproveitamento quase integral, desde o fruto fresco e a sua transformação para a indústria cosmética, de compotas e geleias, de sumos, entre outros, até às palmas e à flor da planta que podem ser utilizadas para forragem e medicinas alternativas. É uma planta resistente, que necessita de uma boa exposição solar, alguma água e boa estrumação, o que se adequa a diferentes zonas de Portugal (embora num clima mediterrâneo, a sul do país, haja mais probabilidades de sucesso). Apesar de ser uma planta que ocorre espontaneamente, o seu uso mais intensivo implica algumas tecnologias de produção e de transformação sustentáveis. É de realçar que esta planta constitui um fator de proteção contra a erosão dos solos e contra incêndios. Ainda em crescimento e fase de expansão, a produção de figos da índia apresenta-se como um bom investimento com perspetiva de alta rentabilidade.

 

 

cogumelos 

COGUMELOS

A produção de cogumelos é uma atividade de baixo investimento e elevada rentabilidade. A maior parte dos cogumelos frescos à disposição do consumidor são importados, uma vez que a produção nacional é pouco maior do que 10% do consumo médio interno. O potencial de crescimento desta atividade é enorme, quer numa perspetiva de crescimento do consumo interno, quer numa perspetiva exportação. A produção de cogumelos implica a seguinte sequência de atividades: preparação dos troncos (preferência dada à madeira de eucalipto com 8 a 20 cm de diâmetro e 1 m de comprimento); Inoculação e selagem dos troncos (40 a 50 cavilhas/tronco seladas com cera); Incubação (dura cerca de 6 a 12 meses); frutificação; colheita, armazenamento e comercialização. Este processo permite cerca de 5 ciclos por ano. Agregada à atividade de produção de cogumelos está também a sua transformação para comercialização no mercado de diferentes formas, nomeadamente, laminados, desidratados ou embalados em frascos com azeite, entre outras.

 

ervas 

ERVAS AROMÁTICAS E MEDICINAIS

Este conjunto de plantas, é difícil de englobar num só contexto, pois a sua diversidade, quer de espécies, quer de aplicações, ou mesmo de formas de escoamento é muito vasta. São muito utilizadas na cozinha, ornamentação de jardins, medicinas alternativas, saúde e bem-estar, estética e beleza. Existem inúmeras ervas aromáticas e medicinais, mas aqui apresentamos uma lista das mais comuns: manjericão, rosmaninho, erva-cidreira, coentros, salsa, tomilho, tomilho-limão, salva, lavanda, louro, cebolinho, endro, segurelha, carqueja, alecrim, alfazema entre outras. Este mercado está em grande expansão em Portugal. Do ponto de vista agrícola, a adaptação da maioria destas plantas é grande, pois além de grande parte delas possuir muita rusticidade, a sua variedade permite que se possa apostar nas espécies mais adaptadas e simultaneamente nas mais rentáveis, de acordo com as várias realidades e condicionantes agrícolas do nosso país e com as exigências e necessidades do mercado internacional. Existem já agrupamentos de agricultores por todo o país que apostam na produção biológica em fileira de várias espécies de ervas aromáticas.

 

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POMARES

A fruticultura, abrange um conjunto muito alargado de espécies, que se adaptam aos mais variados tipos de solo e clima. Nos dias de hoje existem novas tecnologias de produção e mecanização agrícolas que quando aplicadas aos pomares aumentam em grande escala a produção dos mesmos e por consequência influenciam pela positiva a sua rentabilidade, pois reduzem custos de mão de obra, e minimizam as perdas. A utilização deste produto vai para além do fruto em si, podendo este ser transformado, para polpas e sumos, concentrados entre outras variadíssimas utilizações. Agregado a estes fatores está também o facto de a política agrícola atual favorecer a instalação destas culturas através de medidas específicas que atribuem apoios mais vantajosos a este tipo de culturas. Podemos afirmar que a aposta na fruticultura atualmente é mais simples, mais barata e sobretudo mais rentável, do que há uns anos atrás (razão pela qual muitas pessoas renunciavam a este tipo de produção).

 

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HORTÍCOLAS

A horticultura abrange uma enorme variedade de produtos, com características distintas que quando geridas e trabalhadas com técnicas adequadas apresentam uma grande rentabilidade. A produção de hortícolas apresenta-se nos dias de hoje como uma atividade agrícola com grande potencial, tendo vindo a crescer e a concentrar-se principalmente na zona litoral do País, onde as condições climáticas, do solo e oportunidades de escoamento são mais propícias. Quando produzidas em estufa, permitem várias colheitas ao ano. Se pretende iniciar este tipo de cultura, o fator oportunidade é fundamental, pois basta seguir o princípio da oferta e da procura, e apostar num produto que não tenha muita concorrência ou então que seja possível produzir fora de época.

 

 

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FLORES: DE CORTES E COMESÍTIVES

Para quem quer apostar numa produção diferente e com uma procura mais ou menos constante durante todo ano, a produção de flores pode ser uma aposta forte, no entanto é necessário compreender como funcionam os mercados, tanto os locais como os regionais. Quando gerida com competência e certeza, esta produção pode ser muito rentável. A floricultura pode ser orientada para diferentes áreas, entre elas as flores de corte, flores ornamentais, e com uma procura cada vez maior, as flores comestíveis. A floricultura, pode ser uma aposta certeira para quem gerir bem a escolha das espécies, estiver atento às oportunidades de mercado, e procurar alternativas aos meios de produção e escoamento.

 

 

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OLIVAL

Com uma grande tradição de cultivo em Portugal a oliveira faz parte da história do nosso país. Podemos encontrar olival de norte a sul, desde os tempos mais antigos. O nosso clima e os nossos solos são extremamente favoráveis para este tipo de cultura. Nos dias de hoje o olival encontra técnicas de cultivo extremamente modernizadas que aumentam fortemente o seu potencial de produção, como por exemplo o intensivo e o superintensivo. No entanto existe bastante concorrência tanto a nível nacional como internacional, nomeadamente dos países mediterrâneos. Existem medidas específicas e politicas de apoio comunitário dedicadas exclusivamente para quem queira instalar um olival, quer na produção de azeitona quer na produção de azeite. -Helicultura | A helicicultura apresenta-se como a criação sistematizada em cativeiro, com fins comerciais, de caracóis terrestres comestíveis. A produção de caracóis em larga escala exige algum investimento em tempo, equipamento, e recursos. Quem pretenda iniciar-se nesta atividade deve analisar cuidadosamente estes fatores, pois é comum as explorações instaladas, passarem por uma fase de adaptação, até atingirem a melhor solução para as condições específicas do local instalado. A exportação é o destino mais vantajoso para esta produção. Em Portugal, esta atividade está ainda no princípio e muito pouco se conhece sobre as formas mais modernas de criação de caracóis, sendo que os franceses possuem largos conhecimentos nesta matéria. No entanto, existem algumas empresas no País que asseguram o escoamento, pois possuem os contactos certos para a exportação deste produto. Pode ser uma atividade interessante, se ponderada e com alguma preparação prévia sobre todos os aspetos desta atividade. Aconselha-se que visite e conheça vários exemplos de produtores de caracóis.

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BOVINOS DE CARNE

A produção de carne bovina apresenta-se como um bom negócio, no entanto é aconselhável em regime extensivo, o que obriga a ter terras com uma área considerável, para investir. É uma atividade com passado, presente e futuro, pois a maior parte das pessoas consome carne, sempre consumiu e sempre irá consumir. A carne é essencial para a alimentação humana, tornando assim a produção de bovinos de carne vital para agricultura. Para além deste especto, se pensarmos numa perspetiva mais básica, a produção de bovinos de carne transforma produtos de baixo valor comercial, ou mesmo quase nulo (como a palha, resíduos vegetais), em algo que pode ser comercializado a um valor considerável de mercado, permitindo ao agricultor tirar rendimentos que o permitem subsistir desta atividade.

 

 

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BOVINOS DE LEITE

Apesar de toda a polémica envolvida com o sector da produção do leite, nem tudo nesta atividade são aspetos negativos. Obviamente que é uma atividade que necessita de dedicação total, experiência, conhecimento prévio bem fundamentado, disponibilidade a tempo inteiro, mão de obra e algum investimento a longo prazo, mas existem políticas comunitárias específicas para este sector (como por exemplo o sistema de cotas) que o protegem e fazem com que os problemas de preço, concorrência e escoamento sejam quase nenhuns, tornando a única preocupação do agricultor/empresário leiteiro a de produzir em quantidade e com qualidade. É uma atividade que necessita de estar bem regrada, pois as vacas leiteiras são criaturas de hábitos, mas para quem tenha habilidade e experiência pode obter deste ramo rendimentos muito aliciantes.

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OVINOS E CAPRINOS

Este tipo de produção assemelha-se muito com a descrição das vantagens já referidas na produção de bovinos de carne. Os princípios são os mesmo, transformar produtos de baixo valor comercial em algo com um valor considerável de mercado, no entanto aqui acresce a possibilidade de obter mais derivados além da carne, nomeadamente leite, queijo e lã. As margens são pequenas, por isso aconselha-se, para que a produção seja rentável, que esta seja feita de modo extensivo. Se tem terras em zonas montanhosas ou pouco viáveis para um tipo de agricultura mais intensiva esta pode ser uma solução a ponderar.

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APICULTURA

A Apicultura é a ciência, ou arte, da criação de abelhas com ferrão. É do conhecimento geral que as abelhas vivem em sociedade e são extremamente organizadas e produtivas. Uma família ou colônia de abelhas é formada, em média, por uma rainha, milhares de operárias e centenas de zangões. Os objetivos da criação de abelhas são a produção de mel, própolis, geleia real, pólen, cera de abelha e veneno, ou mesmo fazer parte de um projeto de paisagismo, pois as abelhas são importantes polinizadoras. Existem medidas de apoio específicas para este sector, no entanto quem se queira iniciar nesta área deve ter a noção que a manutenção de um apiário exige muito trabalho (visitas frequentes do apicultor para as tarefas de remoção de mato perto das colmeias, revisão das caixas e colheita, entre outros serviços), para além de conhecimento da matéria, método e organização pois os apicultores profissionais podem ter centenas de colmeias espalhadas em dezenas de apiários. Esta atividade, em Portugal, apresenta-se com um desenvolvimento lento, embora tenha um potencial estrondoso, pois o clima e a flora existentes no nosso país são muito favoráveis à prática desta cultura. Para quem se queira iniciar neste tipo de cultura existem formas de rentabilização com algum interesse quando bem exploradas e geridas com atenção.

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Turismo

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TURISMO RURAL, TURISMO DE HABITAÇÃO E AGROTURISMO

Não há dúvida que uma das atividades com melhores perspetivas de sucesso no nosso país é o turismo. Portugal reúne condições muito favoráveis (clima, paisagem, qualidade de vida) ao desenvolvimento deste sector. Encontramos no turismo uma estratégia preciosa para o interior de Portugal. Existem várias formas de apoio comunitário para a criação e desenvolvimento de produtos turísticos, com inúmeras hipóteses de mercado, como casas de campo, turismos rurais, de habitação, aldeamentos turísticos, parques de campismo e caravanismo, agroturismos e também atividades de lazer associadas à natureza e ao desenvolvimento dos meios rurais, enoturismo, ecoturismo, “birdwatching” entre outros. Estes programas de apoio promovem a dinamização das zonas rurais e a diversificação das suas atividades económicas.

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CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTOS DE MICRO EMPRESAS

Com as alterações da sociedade dos dias de hoje, assiste-se cada vez mais (embora a uma velocidade lenta) ao êxodo de pessoas, jovens ativos, das cidades para o campo. No entanto, é urgente criar infraestruturas e dinâmicas económicas que acompanhem o desenvolvimento e crescimento destas populações e que permitam que estas pessoas aí se fixem. Existem políticas comunitárias e apoios específicos que promovem investimentos decorrentes da criação de microempresas associadas a atividades económicas nos meios rurais (que não estejam integradas nos sectores da agrícolas ou de turismo) em coerência com as necessidades da população local e de acordo com estratégias definidas pelos gabinetes de apoio locais.